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sábado, outubro 30, 2010

Vai dar rolo!!!!!!!!!!!

image Vai dar caca, da grande!!

   Na verdade torço para estar totalmente errado e pagar o mico de queimar a língua, mas tudo o que tenho visto, lido, ouvido e que conheço sobre a Sra. Dilma Roussef, me leva a acreditar piamente que, a se confirmar a vitória dela nas urnas, estamos ferrados, teremos um período bem sombrio pela frente.
   O povo que vota nela, a maioria principalmente, não parou para pensar nem analisar onde está se metendo, parece estar achando divertido brincar de provocar o leão faminto na jaula, mas ninguém fez a volta para ver se a jaula estava trancada, e a (má) notícia é que sequer existe porta a ser trancada.
   Todos os sinais foram dados, nenhum dos eleitores da Sra. Dilma poderá depois reclamar e usar a desculpa de Lula : "Eu não sabia", sabia sim, assim como Lula sabia, estão ali todos os sinais, indeléveis que são, do que nos espera.
   O ruim disso tudo é que, não serão só os que votarem nela que pagarão a fatura, mas todos os brasileiros, ou pelo menos os que não fazem parte da "cumpanherada", ou seja, a maioria absoluta do povo, incluindo os que viram os sinais, entenderam o que vem pela frente, e optaram por não votar em Dilma, estes também pagarão a fatura, como se tivessem sido tão irresponsáveis quanto os outros, como se não tivessem gritado e avisado que a jaula não tinha porta.
   O PNDH 3, depois retirado dos holofotes diante da gritaria da mídia (pelo menos da midia não amestrada), continua valendo, apenas foi retirado DO PROGRAMA DE DILMA, mas continua valendo, em todas as suas cláusulas. Franklin Martins, o censor-mór da república, continua esperando, a espreita e esfregando as mãos, antevendo o gozo da vitória final.
   As intenções do foro de São Paulo, continuam valendo e a militância continua com o firme propósito de implantá-lo.
   Qual a diferença? Tiveram 8 anos para implantar e não o fizeram, diriam os que acham que a jaula tem tranca.
   Ocorre que Lula tem ascendência sobre o PT, sobre os militantes, e é raposa velha, seu objetivo é o poder e, claro, faturar unzinho para a familia e amigos, e com toda a sua história a frente do PT, consegue controlar a militância, e os movimentos à la MST.
   já Dilma é bem mais perigosa, um extremista com ideologia e com poder é o muito mais perigoso, e terá a insuflar-lhe idéias uma turma que pode querer tudo, menos liberdade e o bem do povo:
   - Zécabum Dirceu - nem precisa explicitar as falcatruas e o perigo deste senhor no governo.
   - Franklin Martins - que tem nutrido um profundo amor pelo "controle social" (leia-se censura) à imprensa, e um ódio não menos profundo pela liberdade e pela crítica, qualquer opinião que não seja elogiosa a sua turma e ao seu projeto de poder, merece ser sumariamente amordaçado, e olha com idéias bem nefastas até mesmo blogueiros e sites de internet com opiniões que não sejam pelego do governo.
   - Marco Auréio "Top Top" Garcia - Que não faz segredo para ninguém sobre suas opiniões a cerca de pessoas, órgãos ou entidades que não tenham uma opinião de servilidade canina à sua turma.
   Só para citar alguns, sem falar na turma e na ideologia do MST, Stédile e sua turma aguardam apenas o leão sair da jaula, que lembre-se não tem porta, para iniciar seu projeto de expansão, com toda a sua nefasta ideologia e métodos stanilistas.
   A militância, principalmente a turma que endeusa Castro, Chavez, Evo Morales, Ahmadinejah, terá desta feita uma força que não teve com Lula, e uma oportunidade que não irá desperdiçar de colocar em prática suas idéias.
   Somando-se isso à notória incapacidade administrativa da Sra. Dilma Roussef que, pasmem, conseguiu ser vendida como competente gestora pelo marketing, mas a Dilma do Marketing é uma coisa, a da realidade é muito, mas muito diferente.
   Por tudo isso, e mais motivos explícitos, que só não vê quem preferer ignorar, prevejo para um eventual governo Dilma um período muito sombrio e nefasto para o Brasil, com um desempenho pífio em termos de infraestrutura e economia, e um período trevoso em termos de liberdades, tanto para a imprensa quanto para os indivíduos, incluindo perseguições as mais abjetas contra tudo e todos que não forem pelegos do governo.
   E ninguém ignora isto, os que nela votam, preferem acreditar na Dilma do marketing, na Dilma inventada pela propaganda, mas sabem sim que a Dilma de verdade é outra, mas tem esperança que a jaula esteja trancada, mas a jaula está SEM PORTA!

    ESPERO COM TODA A VONTADE ESTAR TOTALMENTE ERRADO E TER QUE ESCREVER OUTRO POST ME DESCULPANDO DISTO, MAS O PROBLEMA É QUE O PRG (PARTIDO DA REALIDADE GOLPISTA) INSISTE EM DEMONSTRAR O CONTRÁRIO.

sábado, janeiro 09, 2010

Quando se morre…

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Quando se morre realmente? Quando todas as funções vitais param? Quando os aparelhos já não marcam mais nada? Quando o biiiiiiiip continuo do monitor cardíaco soa?

Esta semana pensei muito sobre isso, e concluí que se pode morrer muito antes disso, se pode passar pela vida como um espírito arrastando um cadáver. O que me fez pensar sobre isso é que assisti uma entrevista de um sujeito de 35 anos de idade, que deve ter morrido lá pelos 27, senti muita dó pelo sujeito.

  • Se morre quando o tédio e a rotina já não suscitam mais revolta, apenas conformismo.
  • Se morre quando se tem muito mais respostas do que perguntas.
  • Se morre quando julgamos que apenas o que é antigo é que é bom e que o novo é só lixo, mas também se morre quando se acha que só o novo é que é bom e o antigo é que é só lixo.
  • Se morre quando se pensa que alguém que possua apenas metade da sua idade não pode ter nada para lhe ensinar, mas também se morre quando se acha que alguém com o dobro, ou mais, também não tem nada a ensinar.
  • Se morre quando as certezas suplantaram em muito as dúvidas.
  • Se morre quando se diz “eu te amo” apenas com a boca, e não mais com o coração.
  • Se morre quando o aperto de mão é apenas um gesto, e não um compromisso.
  • Se morre quando novos amigos deixam de acontecer.
  • Se morre quando se faz sempre o mesmo caminho, sem explorar novos lugares, novas cores.
  • Se morre quando o comodismo impede de fazer novos planos.
  • Se morre quando se ri cada vez menos, mas se lamenta cada vez mais.

   Enfim, se morre de muitas maneiras, ainda em vida, pode-se morrer um pouco a cada dia (como já escreveu João Cabral de Melo Neto), basta não viver, basta recusar-se ao mundo.

terça-feira, janeiro 05, 2010

É realmente uma vergonha!

microfone_email

    Todo mundo que trabalha em rádio e televisão sabe, microfone é um bicho prá lá de bandido, quando tudo o que você não quer é transmitir o que está falando, ele está lá, aberto, funcionando, esquecido e pronto para jogar para o mundo as besteiras que você falar perto dele.

   Bóris Casoy provou desta máxima ao apagar das luzes de 2009, em 31 de dezembro no encerramento do Jornal da Band, do qual ele é o âncora, dois garis de São Paulo aparecem, devidamente uniformizados, desejando um feliz 2010 ao povo brasileiro. Na volta do jornal, sem perceber que o áudio estava aberto para o mundo, Boris Casoy faz uma observação com um colega de bancada, para lá de preconceituosa: “Que merda… dois lixeiros desejando felicidades… do alto de suas vassouras… dois lixeiros… o mais baixo da escala do trabalho”.

    O comentário do apresentador foi repugnante, as desculpas oferecidas e o comentário sobre as desculpas, foi pior ainda, melhor nem ter feito nada, demonstra que foram apenas desculpas protocolares, “para limpar a barra” por assim dizer, em uma entrevista à Folha de S.Paulo revela que na verdade ele apenas sente muito por o microfone estar aberto, não pelo comentário proferido, diz ele: “Foi um erro, vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados”.

    Porém tão repugnante quanto o comentário de Boris, são muitos dos artigos que estão sendo escritos condenando-o, uma grande maioria cheios das expressões preferidas dos pseudo-intelectuais e ofensas gratuitas, como “fascista” – nem ao menos esses escribas possuem a noção da exata dimensão deste termo, do contrário não o empregariam a torto e a direito. Até as críticas (justas, diga-se de passagem) que Bóris já fez ao governo Lula são desqualificadas e tratadas como recalque das elites (outro termo que estes escribas adoram usar, mas que empregam sem noção), usam o lamentável e infeliz episódio como se isso pudesse desculpar todos os desmandos, roubos e safadezas que a turma do PT, do mensalão e tantos outros safados já fez ao país, como se um único comentário infeliz apagasse todos os escândalos ocorridos na vida pública brasileira.

     Uma pequena amostra das críticas tão repugnantes quanto o fato em si: http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=161861 (destaque especial para os empregos de “fascistóide”, “colunistas elitistas”, “mídia hegemônica”, “oposição de direita”, “discurso raivoso”, “movimentos grevistas”, “posições imperialistas dos EUA”, e outras pérolas que pululam por todo o texto).

    Agora parece que o governo Lula e a quadrilha que infelizmente se instalou no poder devem ser desculpados de todos os roubos e desmandos, apenas porque um jornalista fez um comentário preconceituoso.

    Bem, eu não acredito nisso, e acho que uma grande parcela do povo brasileiro também não, assim como os benefícios das privatizações também não desculpam a farra e os escândalos que foi o apagar das luzes do governo FHC, um comentário infeliz de um jornalista não invalida as denúncias de corrupção e os escândalos do atual governo.

    Muito ainda hão de gritar contra as elites, os golpistas, e tantos outros termos que usam contra quem não concorda com os desmandos. Até porque no jargão destes pseudo defensores do povo, qualquer aglomerado de arruaceiros que se reúnam para tentar ir contra a propriedade privada ou os setores produtivos é chamado de “forças democráticas populares”, até os quadrilheiros facínoras do MST merecem destes pseudo-intelectuais desculpas (leia a íntegra do texto no link anterior), como se isso fosse possível.

O fato não se altera, Boris Casoy foi repugnante em seu comentário, mas também são repugnantes as invasões e assassinatos do MST, o mensalão, a roubalheira na saúde, nos orçamentos da união, a compra de votos por parte do governo, as mentiras de Lula e Dilma Roussef, o aparelhamento da máquina estatal pela quadrilha que lá se instalou (e não é só o PT), os dólares na cueca, o escândalo do mensalão de Brasília (este uma obra da oposição, provando que não precisa ser do governo ou do PT para fazer bandidagem neste país).

domingo, agosto 09, 2009

Aos poucos o gado vai acostumando com o jugo.

 

E aos poucos os conselhos de Maquiavel vão se confirmando, assim como as orientações de Antonio Gramsci, ainda que não empregadas dentro da sua ótica marxista.

A respeito da recente lei anti-tabagismo em São Paulo, a esmagadora maioria está bovinamente aceitando e aplaudindo.

Os que ousam levantar a voz contra, como já fiz, é sumariamente tachado de todos os epítetos pouco elogiosos imagináveis, além de ofensas verbais, e acusações do tipo “Egoísta, não se importa com os outros”, e por aí afora vai.

Oras, eu larguei o cigarro já tem mais de 9 anos, vez ou outra me atrevo a saborear um “puro” (charuto, para os menos íntimos do hábito), mas sou não fumante, a fumaça do cigarro inclusive me incomoda, portanto as ofensas e xingamentos raivosos caem no vazio, pois erram solenemente o alvo.

Porém me incomoda muito mais, não só me incomoda, me revolta, me causa repúdio, profunda revolta, o Estado metendo-se a tutor de minha vida privada, meus hábitos e até mesmo de cuidar da minha saúde. Não trabalho bem com a idéia de um estado controlador, isso liga em mim, de maneira automática e instintiva, o bixo da revolta, me vem à mente as multidões controladas pelo estado na China, Coréia, Cuba, ex-URSS, e por aí afora vai, e não posso ficar calado, quieto e aceitar isso como normal.

O que a maioria dos que aplaudem essa lei arbitrária parecem ignorar é que o foco da discussão está errado, enquanto o governo, como um déspota auto nomeado tutor de minha vida, brada demagogicamente aos quatro ventos contra os malefícios do cigarro, à maneira de um hábil prestidigitador que desvia o foco da cena principal, vai introduzindo no dia-a-dia do cidadão leis policialescas, privativas de liberdades, tutoras de direitos mais intimos, e mostrando o foco distorcido, consegue o aplauso da patuléia, como o boi que aceita de bom grado a água e o capim na estrada para o abatedouro.

Porque não se fez tanto empenho para disciplinar uma separação física de fato dos ambientes de fumantes e não fumantes, como existe em Salvador? Porque o impacto da lei promulgada gera muito mais dividendos eleitorais, e o (des)governador José Serra está de olho no Alvorada em 2010 e não no mandato de governador que deveria exercer.

Enquanto isso dezenas de pessoas (crianças, jovens, adultos e até velhos) se acabam fumando pedra nas Cracolândias por esse Brasil afora, e os governantes nada ou muito pouco fazem para solucionar o problema, novamente porque isso não gera dividendos eleitorais a curto prazo, esse é um problema que demanda energia, tempo, dedicação, esforço e trabalho, muito trabalho, para dar frutos em 1 ou 2 décadas, é muito tempo para os nossos politiqueiros de plantão, que querem colher os frutos agora, afinal há tempos perdeu-se o interesse coletivo de vista, em prol dos interesses pessoais e imediatistas dos politiqueiros que fizeram disso o seu meio e fim de vida.

O que me espanta é a maneira bovinamente plácida com que as pessoas, inclusive muitas tidas como cultas, aceitam a tutela do estado, via leis arbitrárias, em suas vidas.

Esse é um dos males seculares da América Latina, essa cultura ibérica de que o estado deve ser o grande pai, a tudo provendo, a tudo orientanto, a tudo tutelando, como se fossemos incapazes de tomar conta de nosso próprio nariz (e na maioria das vezes eu acho que uma grande parte da população é incapaz sim). É o oposto da mentalidade anglo-saxã dos nossos irmãos do Norte, que prezam a liberdade individual acima de tudo, e jamais aceitariam o estado lhes ditando o que fazer, por isso as ditaduras florescem muito mais nestas bandas, pois encontram terreno fértil no populacho.